Manchester United – 60 anos da Tragédia de Munique

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We never forget the Busby babes – Tragédia de Munique

Dia 06 de fevereiro é uma data muito lembrada no Reino Unido, principalmente na cidade de Manchester. Um dia de muitas homenagens, dia de relembrar um desastre aéreo que vitimou parte de uma jovem e promissora equipe.

No ano de 2018 são completados 60 anos da fatídica tragédia de Munique, onde a equipe do Manchester United voltava de Belgrado após um empate com o Estrela Vermelha, resultado que levou a equipe a semifinal da Liga dos Campeões da Europa. O bimotor pousou em Munique para reabastecimento, onde havia muita neve. Na terceira tentativa de decolagem, uma tempestade de neve abateu a aeronave que caiu nos arredores dea cidade matando 23 pessoas incluindo jogadores, jornalistas e diretores do clube.

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Oito dos 17 atletas da delegação faleceram na colisão:
– Duncan Edwards – 21 anos – grande craque daquele time
– Billy Whelan – 22 anos – atacante irlandês
– Roger Byrne – 28 anos – um do0s zagueiros mais completos da Inglaterra e titular da seleção
– Tommy Taylor 26 anos – atacante goleador com 16 gols em 19 jogos pela seleção
– Mark Jones – 24 anos – zagueiro vigoroso considerado um dos melhores cabeceadores do país
– Eddie Colman – 21 anos – jovem muito habilidoso da equipe
– George Bent – 26 anos – não chegou a jogar a última partida, pois só foi a Belgrado por precaução com a situação física de Byrne
– David Pegg – atacante extremamente habilidoso mas genioso;

Um dos sobreviventes era Sir Bobby Charlton, que mais tarde se tornou o único capitão do English Team a levantar o primeiro e único título de Copa do Mundo pela Inglaterra em 1966.

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Com uma equipe bem desfalcada o Manchester United foi eliminado pelo Milan de Schiaffino e Liedholm. O Manchester United só ganhou a Liga dos Campeões da Europa 10 anos depois, vencendo o Benfica na final, com a taça sendo erguida pelo capitão do time Bobby Charlton, o qual ficou marcado eternamente na história do clube, de sobrevivente de uma tragédia para um dos maiores jogadores do futebol inglês.

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Todos os anos são feitas homenagens a esse grande time que podia ter dominado a Europa na época. “The Busby Babes” eram chamados os garotos do United, então bicampeão inglês e que avançava tão bem na Liga da Europa. O lendário técnico escocês Matt Busby, um dos sobreviventes do desastre, moldou aquele jovem time e ajudou a reconstruir o time ao redor de Bobby Charlton, o qual alcançou a glória máxima 10 anos depois, conforme dito acima.

Esse foi o time que poderia ter sido grandioso, mas ficará na história por esse fato trágico que nunca será esquecido…

 

@CaioFilippi é colunista e escreve regularmente para o blog Major Sports

24hs DAYTONA: TRADIÇÃO E GLÓRIAS

883992-20101080-2560-1440Fala galera, começaremos a partir de hoje a falar um pouco sobre automobilismo, incluindo Endurance,  NASCAR, F1 e outras competições e nessa primeira matéria, o João Estumano conta um pouco das origens das 24h de Daytona.

O circuito oval de Daytona foi inaugurado em 1959 com um evento caótico de 100 milhas da USAC e ficaria famosa com a tradicional Daytona 500 da Nascar, porém o visionário Bill France desejava ter vários tipos de eventos no seu autódromo(até provas de lancha no lago dentro do infield ele fez) e em 1961 ele conseguiu cumprir a ideia com a criação do traçado híbrido de 5,73 km utilizando porções do traçado oval e com um circuito misto no infield(ideia copiada por Tony George e Bernie Ecclestone posteriormente em Indianapolis para a realização do GP de F1 no IMS).

A primeira prova no traçado híbrido foi a Daytona Continental em 1962, uma prova de apenas 3 horas de duração valendo para o WSC(Mundial de Marcas) e sendo um aquecimento para as 12 horas de Sebring que também acontecem na Flórida. Essa corrida de 62 contou com a participação de grandes nomes da F1, da Nascar e da USAC(na época responsável por sancionar o que hoje conhecemos como Fórmula Indy), a lista tinha nomes como Phil Hill, os irmãos Ricardo e Pedro Rodriguez, Stirling Moss, Jim Clark, Dan Gurney, Jo Bonner, Jim Hall, AJ Foyt, Glen “Fireball” Roberts, Marvin Panch e Roger Penske.
AJ Foyt com seu Pontiac Tempest na Daytona Continental de 1962.  
Créditos: Projeto Motor

O final da corrida foi icônico com a manobra inusitada de Dan Gurney para vencer. Gurney tinha mais de 3 minutos de vantagem e liderava com folga, porém nos últimos minutos percebeu um problema no motor do seu Lotus-Climax. Gurney não imaginava o carro sequer conseguindo completar a última volta da corrida e decidiu paralisar o carro próximo a linha de chegada na parte alta da inclinação da pista e ficou esperando o tempo passar até atingir as 3h que sinalizavam o fim da prova, quando o diretor de prova acenou a bandeira quadriculada, Dan Gurney rolou seu carro pra cruzar a linha de chegada e vencer a corrida. Veja a cena neste vídeo:

Como a corrida foi um sucesso, os idealizadores mantiveram o evento em 1963 e modificaram a duração de 3h para 2 mil quilômetros em 64 e 65, e em 1966 adotou-se o formato atual de 24h a pedido da Ford, para servir como teste para seus carros em preparação para as 24h de Le Mans e como um termômetro de desempenho em comparação com a rival Ferrari.

Em 1972 a corrida teve apenas 6 horas por causa da crise do petróleo, foi retomada a duração de 24 horas em 1973 porém em 1974 a corrida foi totalmente cancelada novamente por causa da crise do petróleo, mas a partir de 1975 o formato de 24 horas se manteve em definitivo.

A prova fez parte do WSC entre 1962 e 1981, a partir de 1982 o WSC decidiu manter o campeonato somente na Europa para reduzir os custos e repassou a corrida em definitivo para a IMSA, que já dividia a sanção com o WSC desde 1975 e até hoje é a entidade que sanciona a corrida, e desde 2014 com a reunificação entre Rolex SportsCar Series e American Le Mans Series a corrida voltou a ter grande destaque no cenário internacional e novamente com a participação dos pilotos do campeonato da IMSA e de outras categorias internacionais como a Fórmula Indy, a Nascar, a F1 e o WEC(reencarnação do WSC), porém não faz parte do calendário do WEC.

Dessa forma que a corrida se tornou uma espécie de abertura do cronograma de competições automobilísticas no EUA e no mundo, já que acontecia sempre entre o final de janeiro e começo de fevereiro e a partir de 2006 sempre na última semana de janeiro e respectivamente a semana anterior ao SuperBowl.

Novíssimo Acura DPi, o grande estreante de 2018 marca a volta do Team Penske ao Endurance americano e mundial.

Para a prova de 2018 foi confirmada a participação de nomes de calibre do automobilismo mundial como Fernando Alonso, Felipe Nasr, Scott Dixon, Sebastien Bourdais, Kyle Larson e com a entrada da Penske no campeonato da IMSA também incluiu pilotos como Simon Pagenaud, Hélio Castroneves, Juan Pablo Montoya e Graham Rahal. A prova de 2018 acontecerá nos dias 27 e 28 de janeiro e é sobre ela que vamos falar no próximo texto. Até lá!

João Estumano é amante dos esportes, aficionado nas corridas de carro e está estreiando com essa matéria especialmente para o blog Major Sports

NHL: Os melhores CENTERS dos 90´s

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A NHL é formada por grandes estrelas, no qual os mais badalados quase sempre são os centers de suas equipes, no qual estes são os responsáveis pela articulação do ataque. Muito se fala hoje de Crosby, McDavid, Matthews, Tavares; contudo a genial classe de Centers na NHL é a da década de 90, onde existiram os grandes e talentosos jogadores que marcaram época em suas franquias, tentarei falar um pouco sobre os principais, logicamente alguns ficaram de fora da lista, mas isso não diminui em nada seus feitos, talvez se tivessem nascido em outra época teriam um destaque maior. Chega de delongas e vamos listar os grandes Centers da década de 90.

  Mario Lemieux

                Sendo torcedor do Penguins não poderia começar a lista a não ser citando o grande Gênio, primeira escolha geral do draft de 1984 pelo Pittsburgh Penguins, Lemieux possuiu ao todo 915 jogos na NHL, no qual conseguiu incríveis 1723 pontos, sendo 690 gols, deste 74 foram Game-Winning Goal num total de 3633 chutes contra a meta adversária. Mario entrou pro Hall da Fama em 1997, foi campeão da Stanley cup nos anos de 1991 e 1992 como jogador, ganhou outras 3 oportunidades como proprietário da Franquia do Penguins (2009, 2016 e 2017), ganhou o Connor Smithe trophy (MVP dos playoffs) em duas oportunidade (91 e 92), foi o vencedor do Art Ross Trophy em 6 oprtunidades, no qual liderou a liga em pontos na temporada regular, venceu o Hart Memorial Trophy em 3 oportunidades, troféu concedido ao MVP da temporada regular, 12 vezes selecionado para o All Star game, este é o Mario Lemieux, que mesmo atrapalhado por questões de saúde, obteve grandes números em sua carreira pelo Penguins na NHL.

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 Wayne Gretzky

                O numero 1, este é o Gretzky, para muitos o maior jogador de Hockey de todos os tempos, o canadense possui números impressionantes na NHL, são nada mais nada menos que 1487 jogos na liga, no qual foram marcados incríveis 2857 pontos, nos quais 1963 são assistências, no total Wayne deu 5089 chutes a meta adversária, obtendo 91 Game-Winning Goals, números contando apenas a temporada regular, se analisarmos os playoffs seus números ficam ainda mais impactantes, são 3238 pontos, dos quais 2222 são assistências. Gretzky foi campeão da Stanley cup em 4 oportunidades (84, 85, 87 e 88)  todos pelo Edmonton Oilers. Como principais premiações individuais, foi eleito MVP dos playoffs em 2 oportunidades, foi líder da liga em pontos em 10 e considerado MVP da temporada regular em 9. Seu numero #99 foi aposentado por todas as franquias da NHL, se retirou do profissionalmente em 1999, tendo entrado pro Hall da fama imediatamente.

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 Joe Sakic

                Sakic foi a 15ª escolha do draft de 1987, sendo selecionado pelo antigo Quebec Nordiques, o qual hoje é o atual Colorado Avalanche. Foi campeão da Stanley Cup em duas oportunidades 1996 e 2001, ambos já pelo realocado Avalanche. Ao todo foram 1378 jogos na NHL, com 625 gols marcados e um total de 1641 pontos na liga, obteve 4621 chutes ao gol sendo que destes 86 se tornaram gols da vitória(GWG). Em se tratando de prêmios individuais, Sakic ganhou o Hart trophy e o Connor Smythe em apenas 1 oportunidade cada, foi 3 vezes All Star, ganhou o prêmio de MVP nos jogos olímpicos de inverno no ano de 2002 e ainda ganhou o Lester B. Pearson, no qual foi eleito o melhor jogador da liga pelos demais atletas. Entrou para o Hall da Fama em 2013.

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Steve Yzerman

                Outro canadense na lista, Yzerman contruiu toda sua carreira no Red Wings pelo qual foi a 4ª escolha geral do draft de 1984, ganhou 3 Stanley Cup pela franquia nos anos de 1997, 1998 e 2002. Foram 1514 jogos na liga, aonde marcou 692 gols, sendo 94 gols vencedores, foram 4602 chutes contra as metas adversarias e 924 minutos de penalidades. Foi selecionado em 10 oportunidades para All Star Game, ganhou o Connor Smythe em 1998, ganhou o Lester B. Pearson em 1989 e foi introduzido ao Hall da Fama em 2009.

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 Mark Messier

O canadense Messier foi draftado pelo Edmonton Oilers em uma escolha de 3ª rodada, sendo a 48ª escolha geral no ano de 1978, ao todo possui 1756 jogos na liga dos quais alcançou 1887 pontos, com 964 gols e 1193 assistências, atingiu a marca de 92 gols vencedores na liga, que saíram de seus 4219 chutes a gol. Ao todo foi campeão da Stanley Cup em 6 oportunidades sendo 5 pelo Oilers e 1 pelo Rangers, possui o feito de ser o ÚNICO jogador a ser campeão como capitão por duas franquias distintas. Foi escolhido para o jogo das estrelas em 15 oportunidades, ganhou o Conn Smythe Trophy no ano de 1984, ganhou o Hart Memorial Trophy nos anos de 1990 e 1992 e ainda o Lester B. Pearson em 1990 e 1992. Em detrimento de seu trabalho com as comunidades, especialmente a da cidade de Alberta, foi criado em sua homenagem o premio Mark Messier Leadership. Se retirou em 2004 da liga e em 2007 entrou para o Hall da Fama.

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  Mike Modano

               O estadunidense foi a primeira escolha geral do draft de 1988 pela franquia do Minnesota North Stars, atual Dallas Stars, ao todo em sua carreira foram 1499 jogos pela NHL, no qual atingiu a marca de 1374 pontos, sendo 561 gols, dos quais 92 se tornaram gols vencedores. Ao todo foram 4273 chutes a meta, acumulou 930 minutos de penalidades. Foi campeão da Stanley Cup em 1 oportunidade pelo Dallas Stars no ano de 1999. Teve seu número #9 aposentado pelo Stars. Se retirou oficialmente do esporte em 2011 e entrou para o seleto Hall da Fama em 2015.

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 Ron Francis

                O canadense foi escolhido na 4ª escolha geral do draft de 1981 pelo Carolina Hurricanes. Em sua carreira na liga disputou 1731 jogos, obtendo 1798 pontos, dos quais 1249 foram assistências . Ao todo foram 3754 disparou a gol, sendo 79 Game-winning Goals. Selecionado 4 vezes para o All Star game, foi campeão da Stanley Cup em 2 oportunidades 1991 e 1992 ambas as vezes pelo Penguins, foi introduzido ao Hall da Fama em 2007.

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  Eric Lindros

                Lindros foi a 1ª escolha geral no draft de 1991 pelo Quebec Nordiques, contudo sua carreira é marcada pela sua passagem pelo Philadelphia Flyers, no qual atuou de 1992 ate 2000, jogou pelo NY Rangers, Toronto Maple Leafs e Dallas Stars. Ao todo foram 760 jogos na NHL, marcando 865 pontos dos quais 372 são gols, sendo 46 gols da vitória, foram ao todo 2312 disparos a gol. Eleito o calouro do ano em 1993, Lindros ganhou o Hart Trophy em 1995, venceu as olimpiadas de 2002 e entrou para o Hall da Fama em 2017.

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Peter Forsberg


                Forsberg foi a 6ª escolha geral em 1991 pelo Flyers, porém seus números são expressivos jogando pelo Quebec Nordiques/Colorado Avalanche, no qual jogou de 1994-2004. Em sua carreira Peter disputou 708 jogos, marcando 885 pontos, dos quais 249 são gols, sendo 43 gols da vitória em 1693 chutes a gol. Campeão da Stanley Cup em 2 oportunidades 96 e 01, ganhou a medalha de ouros nas olimpíadas em 1994 e 1998, ainda foi campeão do Campeonato Mundial em 1998 e 2002, sendo assim um dos jogadores a terem conquistado o Triple Gold. Seus prêmios individuais são: Art Ross em 2003, Calder Memorial (calouro do ano) em 1995 e Hart Memorial em 2003. Foi introduzido no Hall da Fama no ano de 2015.

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Aqui estão listados apenas alguns dos grandes jogadores que fizeram história nos anos 90 jogando pela NHL, alguns nomes que também merecem destaque:

– Jeremy Roenick

– Adam Oates

– Pierre Turgeon

– Doug Gilmour

– Mats Sundin

– Sergei Federov

– Pat LaFontaine

 

Rodrigo Silva Jr é apaixonado pelo hockey e escreve exclusivamente para o blog Major SPorts.

 

 

Goaltenders: Transcendendo Gerações

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Resolvemos retirar nossa calculadora do Freezer, para falar de alguns nomes que marcaram época na NHL, iremos tratar sobre goleiros que tiveram muitas glorias e levaram seus respectivos times a tão sonhada Stanley Cup e ao mesmo tempo se consagraram em premiações individuais. Nesta matéria iremos tratar de 2 Hall Of The Fame, são eles: Dominik Hasek e Patrick Roy, um goleiro que é evidente a sua nomeação ao Hall da fama, Martin Brodeur e um goleiro ainda em atividade, este não apresenta muitos prêmios individuais e muito menos coletivos, mas se mostra um goleiro exemplar, estando no Top 5 na liga em vitorias, o Roberto Luongo. Matéria foi um pedido do um certo cozinheiro ai, que ao invés de ficar arrumando os camarões para os clientes fica pedindo matéria de alto conteúdo para o Blog, desde já valeu pela boa indicação de matéria Luiz “chef”.

Patrick Roy

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Para começar vamos falar do canadense Roy, hoje com 52 anos, o goleiro que atuou por 12 anos no Montreal Canadiens e 8 anos no Colorado Avalanche, possui ao todo 1029 jogos pela liga, tendo como recorde 551 vitórias e 66 Shut Out, ao todo foram 60235 minutos no gelo, sofrendo em média 2,54 gols por jogo e tendo um aproveitamento de 0,910% de defesa, o que revela que em 28353 chutes disparados contra sua meta, ele conseguiu incríveis 25807 defesas. Roy esteve em atividade durante os anos de 1984-2003, obteve a incrível marca de 151 vitórias em jogos de playoffs, tendo sido eleito para o Hall da Fama no ano de 2006. Entre seus principais prêmios estão os 3 Vezina Trophy, prêmio que é dado ao melhor goleiro do ano, na National Hockey League, Roy foi premiado nos anos de 1989, 1990 e 1992, ganhou também outras 3 vezes o Conn Smith Trophy, prêmio dado ao jogador considerado MVP dos playoffs, prêmios estes recebidos nos anos de 1986, 1993 e 2001. Ganhou em 5 oportunidades o prêmio Willian M. Jennings, onde é premiado o goleiro com mais de 25 jogos na liga concedendo o menor números de gols, prêmios estes ganhos nos anos de 1987,1988,1989,1992 e 2002. Esteve presente em 11 All Stars Games da NHL foi 4 vezes campeão da Stanley Cup e teve seu número #33 retirado pelas franquias no qual atuou, ou seja, Canadiens e Avalanche. Foi Head Coach do Colorado Avalanche até o ano de 2016, onde preferiu entregar o cargo.

Dominik Hasek

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Dando seguimento aos mitos in net vem o goleiro nascido na República Tcheca, Dominik Hasek, hoje com 52 anos de idade, começou sua carreira na NHL no ano de 1990 e jogou até o ano de 2008, começou a carreira jogando pelo Chicago Blackhawks, onde jogou de 1990-1992, se transferiu para o Buffalo Sabres onde permaneceu durante 9 anos, entre os anos de 1992-2001, obteve duas passagens pelo Detroit Red Wigs, totalizando 4 anos nos períodos de 2001-2004 e 2006-2008(ano no qual se retirou), e jogou durante uma temporada no Ottawa Senators na temporada de 2005-2006. Hasek teve em sua carreira na NHL 735 jogos, no qual saiu com a vitória em 389, obtendo a marca de 81 shut outs. No seu tempo de NHL esteve no gelo durante 42837 minutos, no qual sofreu em média 2,20 gols por jogo, obtendo assim 0,922% de defesas em média, isso quer dizer que dos 20220 chutes em sua direção, ele defendeu 18648 destes.

Hasek foi eleito para o Hall da Fama no ano de 2014, é o goleiro na NHL com o maior número de premiações individuais, foi eleito o rookie do ano em 1992, prêmio dado ao melhor calouro da liga, foi premiado com o Vezina Trophy em 6 oportunidades, nos anos de 1994, 1995, 1997, 1998, 1999 e 2001, foi eleito o melhor jogador da liga 2 vezes, recebendo assim o Hart Memorial Trophy nos anos de 1997 e 1998, foi eleito o melhor goleiro das Olimpiadas de Inverno no ano de 1998, em Nagamo no Japão. Ao longo de sua carreira na NHL conseguiu levar o Detroit Red Wings a conquista de 2 Stanley Cup, nos anos de 2002 e 2008. Hasek teve seu número #39 aposentado pela equipe do Buffalo Sabres. Ao todo Hasek jogou de 1980-2012 quando resolveu parar de jogar, alguns feitos que merecem destaque sobre este grande goleiro na NHL:

  • 2º goleiro com maior percentual de defesas da liga (92,2%);
  • 2º goleiro Europeu com maior número de jogos pela NHL (735);
  • 6º goleiro com maior número de Shutout (81).

Em playoffs vemos o quanto Hasek foi genial em sua função:

  • 2º goleiro com maior número de shutouts (6);
  • Em sua carreira ocupa a 3ª colocação com mais shutouts em playoffs;
  • 10º jogador com mais vitórias (61).

Depois que se retirou da NHL Hasek jogou na KHL, liga russa, e jogou até 2012 na liga de hockey da República Tcheca até o ano de 2012 quando se retirou completamente do esporte.

Martin Brodeur

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Este é para muitos o grande goleiro, talvez por ser o melhor de sua geração e o que mais foi visto atuando no gelo, pela torcida no Brasil. O canadense Martin Brodeur jogou praticamente apenas pelo New Jersey Devils, apresenta, porém, 7 jogos pelo St. Louis Blues, onde atualmente é Assistente do General Manager. Brodeur é citado até em um episódio da série House MD, na oitava temporada oitavo episódio, mas vamos ao que interessa. Martin, hoje com 45 anos, teve um total de 1266 jogos pela NHL, com um número de 691 vitórias, apresentando incríveis 125 shutouts, tendo em média sofrido 2,24 gols por jogo, isso mostra que no total de 74439 minutos em que este no gelo, sofreu 31709 disparos contra sua meta, obtendo 28928 defesas, o que dá a média de 0,912% de defesas. Brodeur jogou pelo New Jersey Devils, no período que compreende entre 1991-2014. Na questão de prêmios Martin foi bem sucedido tanto pelo conjunto quanto pelo individual, levou sua franquia a conquista de 3 Stanley Cup (1995, 2000 e 2003), escolha geral de número 20 no draft de 1990, Brodeur foi campeão Olímpico de Inverno duas vezes pela seleção do Canada, em 2002 em Salt Lake City e em 2010 em Vancouver.

Individualmente, tem como prêmios o Calder Trouphy, troféu dado ao calouro do ano em 1994, quando ele estreou na NHL. Vencedor do Vezina Trophy em 4 oportunidades (2003,2004, 2007 e 2008), foi ainda nomeado ao prêmio outras 5 vezes, foi nomeado ao Hart Trophy em 3 oportunidades, porém nunca conseguiu levar o troféu para cara. Em sua carreira foi selecionado em 12 oportunidades para o jogo das estrelas e ainda possui em sua carreira 5 Willian M. Meninges Trophy, onde foi o goleiro a ceder menos gols nas temporadas de 1997, 1998, 2003, 2004 e 2010. Brodeur hoje assistente no Blues ainda fará parte como membro do Staff da seleção canadense nas olimpíadas de inverno em 2018. Seu número #30 foi retirado pela equipe dos Devils em 2015.

Roberto Luongo

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Para encerrar esta matéria, falaremos um pouco de um grande goleiro que ainda atua, Roberto Luongo, atualmente atuando pelo Florida Panthers, Luongo está na lista de contundidos, lista como sendo avaliado semana a semana, devido a uma lesão na virilha. O canadense de 38 anos foi recrutado pelo draft em 1997 como a 4ª escolha geral pelo New York Islanders, time pelo qual atuou apenas durante 1 temporada. Luongo passou grande parte de sua carreira jogando pelo Vancouver Canucks (8anos) e Florida Panthers (10 anos). Em sua carreira Luongo esteve presente no gelo em 56415 minutos, obtendo 459 vitórias, o que o torna o 4º goleiro na história da NHL com mais vitórias na liga. Apresenta em sua carreira uma média de 2,5 gols por jogo, dos 29075 disparos em sua meta, Roberto defendeu 26727 disparou, o que lhe rende uma média de 0,919% de defesas. Mesmo não tendo conquistado a Stanley Cup e prêmios individuais de grande magnitude, Luongo tem em sua carreira 6 aparições nos jogos das estrelas, foi o vencedor do William M. Trophy no ano de 2011, recebeu o prêmio: Mark Messier Leadership Awar, no qual o líder de sua equipe se apresenta como um grande contribuído perante a sociedade no mês de março de 2007, quando ainda atuava pelo Canucks. Foi campeão mundial em 2003 e campeão olímpico pelo canada nos anos de 2010 e 2014.

Alguns números surpreendentes do Luongo na NHL:

  • Goleiro com mais defesas em 1 temporada, 2303 defesas em 2003-2004;
  • Goleiro com maior número de chutes contra em 1 temporada, 2488, na temporada 2005-2006;
  • Maior número de chutes contra em um jogo de playoff, 76 chutes no dia 11 de abril de 2007;
  • Maior número de jogos em casa durante uma única temporada, 41 jogos (2006-2007)
  • Goleiro com maior número de vitorias em Overtime, de todos os tempos em uma única temporada, 49 vitórias na temporada 2008-2009.

Bom, aí foram alguns números de 4 míticos goleiros que fizeram e ainda fazem história na NHL, espero que tenham gostado e que possam aprender com isso um pouco mais sobre estes grandes atletas.

 

Rodrigo Silva Jr viveu uma experiência única compilando a história desses ídolos, verdadeiros paredes de gelo, especialmente para o blog Major Sports

#Sports4Life

John Stockton: O Passador!

Olá queridos amigos que acompanham o Major Sports. Neste texto falarei um pouquinho sobre a carreira e os números de John Stockton.

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Stockton nasceu em Spokane, Washington. A carreira dele como jogador teve início em Gonzaga Pep, onde ele quebrou o recorde de pontos da cidade e se formou no ensino médio no ano de 1980. É claro que um jogador com tantos talentos receberia proposta de várias universidades, mas ele optou em ficar Spokane e jogar pela faculdade de Gonzaga (Bulldogs), a qual defendeu até o primeiro semestre de 1984 e terminou a temporada como os seguintes números: 20,7 pontos com + de 50% de FG, 7,2 assistências, 2,4 rebotes, 3,9 roubos e 3,3 turnovers. Foram mais de 1000 pontos e mais de 500 assistências nas 4 temporadas do college.

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No draft ocorrido no mesmo ano, ele foi escolhido na 16ª posição, pelo Utah Jazz. Um fato curioso, é que o Stockton não foi um jogador de grande sucesso no college, então os fãs de Salt Lake fizeram um silêncio mórbido quando ele foi anunciado, mas mal sabiam os fãs, que algum tempo depois eles vibrariam com as jogadas do “baixinho”.

Na carreira Stockton possui um duplo-duplo de média, com 13,1 pontos e 10,5 assistências. Dono de 5 das 6 temporadas com mais assistências na história da liga, onde em uma delas ele chegou a ter média de 14,5 na temporada!!! Ele foi 10 vezes all star e Co-MVP da temporada de 1993, ao lado do seu parceiro, o Carteiro Karl Malone. Jogou nos times olímpicos de 92 e 96, foi 2x NBA First Team e 6x Second Team. O cara também foi um “ladrãozinho”, com 3265 roubos, maior marca na história da liga. Para fechar essa parte do texto, ele tambem é o jogador com mais assistência na história da NBA, com 15.806. Uma marca que dificilmente será batida.

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Vídeo com o jogo onde o Stockton bateu o recorde de assistências da NBA.

Durante a minha pesquisa sobre a carreira do Stockton, li que muitos especialistas e torcedores o classificavam como um jogador “Old School”, mesmo ele aparentando ser uma pessoa de físico franzino, mas durante os jogos ele era um jogador aplicado, duro e de um físico de dar inveja, ainda mais para posição de armador que exige demais do lado físico. Para se ter ideia, das 19 temporadas que ele jogou na liga, em 17 ele jogou todos os 82 jogos!!!  Ele perdeu apenas 23 jogos em sua carreira na liga. Segue o vídeo com um dos melhores, se não o melhor jogo do Stockton na liga.

Jogar com uma cara como ele era algo muito fácil. Faça os bloqueios, procure se utilizar do pick and roll, se movimente (move!!!!!!) e procure se posicionar que ele vai atrair a marcação e fazer a bola chegar com açúcar e afeto. Não é à toa que Malone ficou conhecido como “Mailman”, forte, inteligente, com bom arremesso e posicionamento, com certeza foi o maior beneficiado com as assistências do Stockton, que tinha um QI de basquete fora do normal.

A carreira do Stockton só não foi perfeita porque ele não conseguiu o tão sonhado título da NBA, que bateu na trave duas vezes. Duas derrotas por 4–2 para o Bulls de Michael Jordan e companhia nas temporadas de 1997 e 1998, mas não será isso que irá minimizar a grande carreira e os números gigantes que ele conquistou na história da liga.

Algumas pessoas torcem o nariz para falar ou colocar defeito no jogador Stockton, pois ele não era um pontuador, finalizador nato, “fominha”, um jogador explosivo, mas esquecem que antes dos músculos e da força, vem a inteligência. Muitas vezes ele deixava de ir para a cesta e fazia questão de assistir os companheiros. Então eu pergunto: o que tem de feio nesse jogo? Nada! O basquete é um esporte coletivo!!!

No ano de 2003 Stock anunciou que iria se retirar da liga e encerrar a sua bela carreira.

***Depoimento de Torcedor dos Jazz*** 

      “Quando sugeriram esse tema nas pautas do blog, meu coração até acelerou, pois, falar de John Stockton para um torcedor do Jazz é o mesmo que falar do cara que colocou a franquia no gosto de muitos torcedores. A dupla Stockton-Malone foi uma das maiores parcerias que a NBA já viu, o casamento perfeito, aonde esses jogadores se entendiam sem nem precisar se olhar. Lembro muito bem de toda energia que aquele time dos Jazz dos anos 90 tinha, ainda com a companhia de Ostertag e Byron Russel. Time este que como foi citado no texto, perdeu 2 finais para os imbatíveis Bulls de Jordan, Pipen e cia. Stockton era o maestro da equipe, sempre de cabeça erguida e regendo o ataque dos Jazz e regendo junto a torcida que sempre o aplaudiu de pé e reverenciou esse senhor de reputação ímpar. Meu caro Stockton, eu como torcedor dos Jazz te agradeço pelos melhores momentos que vivi no basquete, foi um prazer acompanhar sua trajetória.” – Rangel Silva, manager dos “MallonStock Jazz” nos fantasy da vida 😉 

 

 

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***As tabelas são dos sites Basketball Reference e Sports Reference.

 

Paulo Correia, o @Teclasnaveia, manja muito de Basquete, Teclados e cachorros, além de escrever semanalmente para o blog Major Sports.

Da “Quarta-Força” ao HEP7A

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Era quase véspera de Natal, na acanhada sala de imprensa do estádio Alfredo Schürig, para nós a Fazendinha , na Rua São Jorge , que a diretoria do Sr. Roberto de Andrade apresentava Fábio Carille como técnico do Corinthians para a temporada de 2017. Uma aposta para a grande maioria da torcida, para a imprensa e um prato cheio para críticas, incertezas e questionamentos.

Carille chegou prometendo muito trabalho, um time bem compacto, com as linhas bem próximas no 4-1-4-1 ou no 4-2-3-1. Sem muita verba para contratações, a grande maioria dos jogadores vindo a custo zero, somente com pagamento de luvas, o time foi se moldando.

O trabalho começou em Janeiro na Flórida Cup com uma bela vitória contra o Vasco, o empate contra o arqui rival São Paulo e a perca na disputa de pênaltis fazem Carille sair da Flórida com o vice campeonato.

A QUARTA FORÇA?

Logo em seguida temos o início do Paulistão, a derrota contra o Santo André por 2-0 em plena Arena marca a primeira mudança do time, sai Jô e entra Kazim, no jogo seguinte em Osasco contra Audax gol de Kazim e vitória por 1-0, a estrela de Carille brilha.

Vem o primeiro clássico, o Derbi, Arena Corinthians lotada e o Palmeiras com seu elenco recheado de estrelas contra um Corinthians com seu time em formação jogando como a torcida deseja, com raça e muita entrega. o jogo foi tenso, com o arqui-rival dominando as ações, pra apimentar ainda mais, o volante Gabriel (dispensado pelo Palmeiras) foi expulso em um erro grotesco do juiz, causando revolta na equipe. Por toda a partida o Corinthians foi se se segurando, aguentando a pressão até que aos 40’ 2º. tempo Jô em um contra- ataque muito bem executado manda pro fundo do gol e define o jogo: 1-0 Corinthians.

O jogo que causou a reviravolta , a “quarta força “ mostrava pra que vinha, classificação tranquila , 1º. lugar da chave , eliminamos RedBull nas quartas de final, o São Paulo nas semifinais com 2 vitórias incontestáveis e o título foi conquistado em Campinas, num 3-0 também incontestável contra a Ponte Preta, depois disso, o segundo jogo na Arena Corinthians lotada fio só para comemorar o título .

BRASILEIRÃO

Início de brasileiro, empate em casa contra Chapecoense e o time continuando a jogar a mesma bola do campeonato paulista, vitórias seguidas, empates, time bem entrosado com os triângulos de Carille fazendo sucesso, Balbuena e Pablo absolutos lá na contenção, Rodriguinho, Jô e Arana essenciais no esquema do técnico Carille;

Angel Romero é um caso a parte, onde se imaginava que um paraguaio viraria o xodó desse time? Pela sua entrega, raça e disposição tática acabou conquistando a Fiel.

Vitórias incontestáveis contra São Paulo e Santos e contra o Palmeiras no Allianz por 2-0. Outras belas vitórias foram contra o Galo mineiro por 2-0 no mineirão e contra o Tricolor Gaúcho, até então o time que incomodava e disputava ponto a ponto o campeonato, com essa consistência, muita disciplina tática e entrega o time se mantinha na ponta e acumulava gordura para o decorrer da competição.

Ao fim do primeiro turno, com recordes alcançados e a invencibilidade mantida tínhamos o seguinte panorama:

1

2

Início de 2 turno e as coisas tomam um rumo diferente, primeiro com 2 derrotas inesperadas em casa contra Vitória e Atlético Goianiense, jogos que o Corinthians foi traído por seu próprio esquema, quando fazia 1-0 fora de casa, fechava a casinha e aguardava o contra-ataque, o artifício virou, seus adversários passaram a jogar como Corinthians, esperando o contra a ataque ao invés de propor jogo e o time se mostrava ineficiente em anular ou superar essa mudança de postura dos adversários, o futebol não rendia, Rodriguinho abaixo da média, Jadson questionado, a zaga não respondia mais, tomando praticamente gols de bola aérea em todos os jogos, ou seja, o trabalho de Carille estava em cheque!

A sequência do 2º. Turno foi uma montanha russa de emoções, pois a Fiel via seus adversários se aproximarem, com a diferença diminuindo rapidamente, mas ao mesmo tempo o time contava com a sorte, como nas derrotas de Santos e Grêmio (calando a boca do Renato Gaúcho), sim o time teve queda de rendimento, mas o Senhor técnico letrado e falador nunca conseguiu realmente se aproximar, então que continue com sua calculadora, fazendo as contas.

Com esse cenário vieram mais derrotas para Bahia, Botafogo e Ponte Preta, todas fora de casa, criando assim um clima de decisão para o derbi no 2º. Turno, aonde a diferença era somente com 5 pontos para o Palmeiras. Semana tensa, Carille pouco falando, treinos fechados durante a semana e o treino aberto de sábado na arena com mais de 30 mil loucos empurrando o time.

O DERBI E A REDENÇÃO

Como costumo dizer, domingo chuvoso de clássico é a cara do Corinthians e aquele domingo amanheceu assim! Chuva, nublado, Arena Corinthians com recorde de público, mais de 46mil pagantes e que vitória.

Vitória do time do povo, da raça e da superação, do time que tem uma torcida e da torcida que tem um time, só o Corinthians pra nós proporcionar isso, o time volta a engrenar, tapa na cara, sangue no olho, respeito, ninguém pode duvidar onde a gente chegou. Na sequência vem as vitórias contra Atlético Paranaense e Avaí com gols dos contestados e criticados Giovani Augusto e Kazim (Corinthians sempre teve heróis de títulos improváveis).

HEP7A

Chegamos na Quarta feira 15/11 proclamação da república, Arena lotada, novamente 46 mil pessoas, cantoria, sinalizador, bandeira e tensão. Começa o jogo e como nunca foi fácil, o Fluminense faz 1-0 com 2 minutos de jogo mas a torcida não se abala e continuamos a cada grito procurando empurrar nosso Corinthians, o gol não sai, a tensão aumenta , Jadson volta no intervalo no lugar de Camacho e com 1:30 do 2º. tempo, Clayson na ponta esquerda cruza, João como carinhosamente o chamo, entre os zagueiros empata e a Arena explode, no lance seguinte Caique estoura pra frente, Clayson dá um drible desconcertante no defensor carioca, cruza, a bola viaja lentamente, bate na trave e João novamente está lá pra virar 2-1 Corinthians, a torcida não se aguenta, alguns choram, outros gritam, o jogo segue e Danilo, sim o herói da libertadores volta aos gramados após mais de 400 dias sem jogar, homenageado por sua torcida, recebe a faixa de Fagner, que momento emocionante.

A torcida grita, empurra, o time se defende e jogo ficando tenso, eis então que Jadson no bico da grande área solta um canudo e define, 3-1 Corinthians, ali houve a libertação, os críticos de Carille, da 4ª. força, da diretoria se calaram, o Corinthians foi Corinthians, mais raça do que técnica, mais torcida do que patrocínio, amor, fé e religião .

O juiz apita, os gritos de É campeão são entoados nas arquibancadas, choros, fotos, abraços, mais sinalizadores, o corintiano comemorando ao seu jeito ao seu modo, Carille exaltado pela sua torcida, pelo seu povo, chora no gramado, calou seus críticos, confiou em seu trabalho e principalmente no seu grupo. Um time sem craques mas com alma, com sangue e muita garra, o Corinthians de antigamente, o Hep7a de Respeito, não duvidem de onde a união pode chegar, a entrega, o trabalho, essa foi a marca deste time, deste grupo, desse técnico.

Sim essa matéria foi Clubista, foi um gesto de amor e devoção ao seu clube . Obrigado ao Hep7a.

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Luis “Chef” Guilherme – Para o blog MajorSports

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